LEGALISMO Mateus 23.4

  • 04/01/2024
LEGALISMO  Mateus 23.4

O Novo Testamento considera a obediência cristã como a prática de "boas obras". dos cristãos são "ricos de boas obras" (1Tm 6.18; cf. Mt5.t6; Ef2.10; 2Tm3.17;Tt2.7, 14; 3.8, 14). Uma boa obra é aquela feita segundo o padrão correto, isto é, segundo a vontade revelada de Deus; com base na motivação correta, ou seja, no amor a Deus e aos outros; e com um propósito correto, isto é, a glória de Deus.

O legalismo é urna distorção da obediência que nunca pode produzir boas obras nesse sentido. O legalismo distorce a motivação e o propósito, vendo as boas obras como meio de se obter o favor de Deus. O legalismo pode levar arrogância e a desdenhar daqueles que não agem de acordo com os seus padrões. Finalmente, o propósito egoísta do legalismo exclui do coração a bondade despretenciosa e a compaixão.

No Novo Testamento, encontramos diferentes espécies de legalismo. Os legalistas entre os fariseus pensavam que, por serem descendentes de Abraão, tinham aprovação garantida da parte de Deus, enquanto, paradoxalmente, formalizaram a observância diária da lei, em seus mínimos detalhes, como regra de vida. Agindo desse modo, eles evitavam aquilo que a lei verdadeiramente exigia. Os judaizantes eram legalistas que ensinavam aos cristãos que eles precisavam ir além e tomar-se judeus, submetendo-se à circuncisão e observando o calendário religioso e as leis rituais, e, deste modo, obterem o favor de Deus. Jesus atacou o legalismo dos fariseus, e Paulo, o dos judaizantes.

Os fariseus que se opunham a Jesus consideravam-se fiéis guardadores da lei mosaica. Contudo, dando ênfase aos menores detalhes, negligenciavam o que era mais importante (Mt 23.23-24). Suas interpretações elaboradas e desencaminhadas da lei negavam seu verdadeiro espírito e propósito (Mt 15.3-9; 23.16-24). Substituíam a lei autorizada de Deus pelas tradições humanas, subjugando as consciências onde Deus as havia deixado livres (Me 2.16-3.6; 7 .1-8). No íntimo, eram hipócritas, pois buscavam a aprovação humana para si mesmos e condenavam os outros (Lc 20.4547; Mt 6.1-8; 23.2-7).

Os judaizantes aos quais se opunha Paulo acrescentavam ao evangelho exigências para a salvação, exigências estas que obscureciam e negavam a suficiência absoluta de Cristo (GI 3.1-3; 4.21; 5.2-6). A idéia de que era necessário acrescentar exigências para aperfeiçoar o evangelho era a raiz do erro deles. Paulo se opõe a essa idéia, não importando quem a propusesse (CI 2.8-23), porque ela corrompia o caminho da salvação. Assim como Jesus, Paulo não tolerava aqueles que traziam novos fardos para sobrecarregar as ovelhas.

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